Para acabar com preconceito marca investe em leasing com recompra garantida mas falta do motor turbo joga contra o compacto

A Peugeot já teve tempos (bem) melhores no país chegando a ter 5% de Market share na década passada. Até que problemas com a rede de concessionários, assistência e qualidade dos produtos mancharam a reputação “dos franceses”. Agora a marca tem uma nova chance ao estrear no Brasil o novíssimo Peugeot 208. Feito sob uma nova plataforma, a CMP, o compacto tem desenho ousado e é fabricado na Argentina com a missão de resgatar a história da marca mas com preço elevado e sem motor turbo que todos os maiores concorrentes tem.

O que ele tem de diferente?

Vamos além do design mas esse é um ponto interessante. Os “dentes de sabre” são a nova marca da Peugeot e isso é marcante no 208. Além da dianteira ousada a traseira é elegante com uma barra horizontal escurecida com o conjunto tripartido de efeito impressionante. Por dentro, a boa qualidade dos materiais empregados também se destaca. Na versão mais cara, bancos em couro Alcântara tem toque macio. Para o motorista, o i-Cockpit foi mantido com volante abaulado, boa ergonomia e o efeito de projeção 3D no Cluster que também é incomum. Aliás, soluções desse tipo parecem tendência no mercado e podem inspirar novos equipamentos de som e acessórios como as luzes ambiente que também são tendência.

Além do painel o Peugeot 208 traz na versão Griffe testada itens como alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência, assistente de manutenção de faixa (com alerta e intervenção no volante), leitor de placas de velocidade e farol alto automático. Mas ele não custa R$ 74,9 mil e sim elevados R$ 94,5 mil. Vale a pena?

Suave e responsivo

No primeiro contato o 208 se mostra arrojado não só pelo estilo mas pela qualidade do material usado. O banco é esportivo e encaixa bem o motorista que encontra sua melhor posição. O motor, convenhamos que não é uma “grande coisa”. É o 1.6 EC5 de 118cv e 15,2 kgfm que não chamam a atenção. Até ligarmos o veículo. O câmbio de seis marchas evolui com suavidade e até a alavanca é diferente e de boa qualidade, acima do esperado.

O Peugeot 208 parece mais leve do que é ao volante e o motor não parece ter “só” 118cv. Ele é estável nas curvas, até pela altura em relação ao solo, e silencioso todo o tempo. Apesar do visual esportivo é justo dizer que um motor aspirado não faz milagre. Em rotações baixas falta-lhe o vigor do motor turbo mas em média rotação e quando exigido ele surpreende ao seu tempo.

Agora é o consumidor que vai dizer se ele vale quase R$ 95 mil. Nesta categoria temos o VW Polo Highline 1.0 TSI por R$ 90.690 e o Chevrolet Onix Premier 1.0 Turbo na faixa de R$ 80 mil bem como o HB20 1.0 TGDI Diamond por R$ 82 mil. O Peugeot é muito bem acabado, bonito e equipado mas falta aquele esperado desempenho de motor turbo. Se o consumidor não liga para isso só o tempo vai dizer.

Marcos Camargo

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