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Dicas fundamentais para o dia a dia de um instalador

Matéria publicada no Caderno de Instalação da edição 126, de março de 2018

Matéria publicada no Caderno de Instalação da edição 126, de março de 2018

Nesta matéria abordaremos temas cotidianos e corriqueiros em um dia de trabalho de um instalador. Ao ver os temas que vamos apresentar talvez você pense: “mas isso eu já sei de cor”. No entanto, muitas vezes não do ponto de vista técnico, o que pode mudar seu modo de trabalho totalmente e transformá-lo em um profissional muito mais preparado e qualificado para o mercado automotivo, que cada vez tem maior carga de tecnologia embarcada nos veículos automotores.

Acumuladores Bateria

Primeiramente, vamos entender onde todo o sistema começa. A bateria e o alternador são o coração do sistema elétrico. Eles alimentam todos os componentes elétricos de um veículo. A bateria automotiva foi projetada para oferecer grande quantidade de corrente por um curto período de tempo, corrente essa necessária para dar partida no carro. Depois que o motor estiver ligado, o alternador oferece boa parte da energia que o carro precisa, com isso, uma bateria de carro pode passar todo o seu tempo de vida útil sem ter usado mais do que 20% de sua capacidade total de armazenamento, isto em condições com perfeito equilíbrio entre carga e consumo. Usada dessa maneira, uma bateria de carro pode durar até 3 anos. Para obter uma grande quantidade de corrente, uma bateria de carro usa placas finas para aumentar sua área de superfície. Toda vez que uma bateria automotiva é descarregada totalmente sua vida útil é muito diminuída.

Como recarregar corretamente sua bateria, caso necessário

Em nosso cotidiano de loja sempre nos deparamos com baterias com baixo índice de tensão e corrente, e aí não tem jeito: temos que carregá-las fora do veículo para que possa retomar sua carga completa. Nessa hora, muita gente peca pela falta, ou pior, pelo excesso. Quando falamos de excesso estamos falando da aplicação de corrente muito além do recomendado às famosas cargas rápidas que, ao meu ver, é um veneno para a estagnação da bateria, reduzindo a vida útil em até 60%. Devemos sempre aplicar o sistema de carga lenta por um período maior de tempo. Vamos explicar!

Primeiramente, vamos verificar a corrente da bateria descrita em Ampere. Após localizada sua corrente nominal devemos aplicar uma tensão estabilizada entre 12,6 a 14,0 Volts, com 10% de corrente nominal. Ou melhor, temos uma bateria com corrente nominal de 60 Amperes. Vamos carregá-la aplicando 10% de sua corrente, que corresponde a 6 Amperes hora, com uma tensão estabilizada entre 12,6 a 14,0 Volts. Pronto, agora sim ficou mais claro! O período de tempo vai variar conforme a condição de descarga da bateria, ou seja, quando mais descarregada maior o tempo de recarga lenta.

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Como fazemos para calcular a potência em watts de uma bateria?

Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas não sabe responder, mas é muito fácil. Este cálculo é fundamental para o equilíbrio do sistema elétrico do veículo, principalmente quando aumentamos um sistema de áudio veicular com um projeto utilizando amplificadores. Veja em seguida:

Bateria
Corrente 60A
Tensão 12V
Potência = Corrente X Tensão
P= 60 X 12
P= 720 Watts

Sistemas de cabeamentos

Os cabos de alimentação ou de energia são os que distribuem a corrente elétrica da bateria para os diversos equipamentos instalados no sistema de áudio. Equipamentos estes que podem ser amplificador, unidades de processamento e reprodução de áudio (CD ou DVD), entre outros. Cada um com consumo diferente e instalado em locais opostos, exigindo, assim, um tipo de cabo de alimentação diferente.

Como exemplo, podemos citar os CDs ou DVDs que geralmente são instalados na parte frontal do veículo, no painel, e o amplificador, que na maioria dos casos é instalado no porta-malas. O CD ou DVD possuem um consumo de corrente relativamente baixo, de no máximo 20A. Já o amplificador consome, no mínimo, 20A em média. Neste exemplo, o cabo de alimentação vai variar por três motivos: o comprimento do cabo, a corrente de consumo do equipamento e a forma de conexão do cabo com o equipamento. No caso do CD ou DVD, o cabo é menos espesso do que utilizado para o amplificador, enquanto o cabo de alimentação é mais espesso, pois além de consumir mais corrente em A, ele também é instalado mais distante da bateria, fazendo com que o cabo seja maior. Além disso, geralmente seu conector de entrada de energia exige cabos de grande bitola, para que não haja problemas com a condução da energia da unidade geradora, no caso, a bateria para a unidade de consumo, neste caso o amplificador.

Veja abaixo uma tabela que explica passo a passo esta constante de Consumo X distância = Bitola

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Como utilizar um relé auxiliar

Na maioria dos casos os instaladores sabem instalar um relé com facilidade, mas a maior parte não tem conhecimento a fundo de como o dispositivo opera em seu interior. Levando isso em conta, vamos detalhar passo a passo seu funcionamento e desmistificar os segredos desta ferramenta que tanto nos ajuda para solucionar barreiras técnicas do nosso ambiente de trabalho.

Nos bornes 85 e 86 temos o que chamamos de sistema produtos de campo magnético, ou melhor, uma bobina que quando energizada por um sinal positivo e outro negativo – em nosso caso 12VDC, que é tensão nominal do veículo – ela gera um campo magnético e atraca o relé. Esta bobina é extremamente sensível e consegue ser acionada com apenas 0,5A de corrente a 12 V, o que facilita e muito o trabalho com dispositivos mais sensíveis como, por exemplo, um pulso negativo de um alarme que é de baixa corrente. Agora vamos falar da linha de entrada de sinal de alta corrente, representada pelo numeral 30. Nesta parte temos que prestar atenção ao consumo do sistema que vamos utilizar o relé, para que o projeto não venha a ser mal sucedido em sua construção. Na maioria das vezes, certamente utilizaremos relés com capacidade de corrente de até 10A, que são os mais comuns no mercado. No entanto, temos relés auxiliares de 40A, que auxiliam partida, e até os de 70A, que são os utilizados na ventoinha de refrigeração do radiador dos veículos. Já os pinos da linha de entrada e saída são maiores que os de costume. Vale a pena se atentar nisto, ok?

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Bem, já falamos da linha de atraque de baixa corrente 85/86 e já falamos da linha de entrada de alta corrente 30. Agora vamos tratar da linha de saída de sinal de alta corrente: As linhas 87 e 87a.
Quando o relé é cinco pinos – esta é outra nomenclatura que gera uma grande dúvida entre os leitores e amigos que nos procuram para esclarecimentos – qual a real função destas nomenclaturas 87 e 87a? Chegam a perguntar se são apenas um link, o que definitivamente não é, pois cada uma tem sua função especifica de funcionamento e aplicação. É o que vamos explicar em detalhes a seguir:

Linha 87 ou NA

Nesta linha 87 utilizaremos a saída de alta corrente que conectamos anteriormente na linha de entrada 30. O NA significa NORMALMENTE ABERTA, ou melhor, significa que toda vez que a nossa linha de atraque 85/86 estiver sem energia o sinal que entra pelo borne 30 está interrompido. Mas quando energizamos 85/86, esta linha passa a ser interligada internamente por contato ao pino 87, fluindo o sinal aplicado no pino 30 e acionando o sistema construído (exemplo os faróis auxiliares do veículo). Linha 87 ou NA, como preferirem chamar, este pino está presente nos reles de quatro e cinco pinos.

Linha 87a ou NF

Esta nomenclatura está disponível exclusivamente nos relês de cinco pinos, onde o NF significa NORMALMENTE FECHADO, ou melhor, é o oposto do que citamos acima. Toda vez que a linha 85/86 estiver sem energia, a linha 30 estará interligada por contato com este pino 87a ou NF, como preferirem. Um exemplo muito claro desta ligação é quando queremos instalar duas buzinas em um só comando do veículo, no caso comando original. Através de um botão, ligaremos a alimentação da buzina original na linha NF e a buzina de sua preferência no NA. Quando acionamos o botão de acionamento auxiliar, o comando original do veículo acionará a buzina instalada como acessório via linha NA e, mesmo com ele desligado, a buzina volta para original via NF, isto é, uma das várias possibilidades que podemos aplicar em nosso cotidiano sabendo utilizar corretamente um rele auxiliar.

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Fusíveis

Fusíveis são dispositivos de segurança utilizados para se romperem quando a corrente sobe excessivamente por um motivo de curto ou sobrecarga. O ideal é que toda e qualquer instalação seja acompanhada por um fusível no ponto de alimentação do acessório mais próximo da bateria. Um exemplo bem claro é a instalação de um módulo de subida de vidro, onde a alimentação passa da porta para dentro do veículo, e é neste trajeto que pode ocorrer um curto, causando um grave acidente, caso não tenha um fusível na parte inicial do cabo de alimentação do mesmo.

Ligação em paralelo 

O objetivo de se fazer uma ligação em paralelo é o de diminuir o valor da impedância. Quanto mais alto-falantes ligados em paralelo, menor será a impedância. Para se ligar um ou mais alto-falantes em paralelo, basta unir os pólos positivos com os positivos e os negativos com os negativos. O valor final da impedância é calculado pela seguinte fórmula:

X = 1 / [(1/X1) + (1/X2) + … (1/X)] onde:
X = impedância final
X1 = X2 = Xn impedância nominal de cada alto-falante envolvido na ligação.

Em resumo, a ligação em paralelo divide a impedância. Ex: 4 falantes divididos por 4 Ohms (caso forem 4 Ohms cada) ficaria então 4/4=1 Ohm. Mais exemplos logo abaixo:

Ligação em série 

O objetivo de se ligar alto-falantes em série é aumentar o valor da impedância. Quanto mais alto-falantes ligados em série maior será a impedância. Para se ligar um ou mais alto-falantes em série, basta unir o pólo positivo do primeiro alto-falante com o polo negativo do segundo. Dessa forma, sobram dois polos (um positivo e um negativo) os quais serão ligados ao amplificador. O valor final da impedância é calculado pela seguinte fórmula:

X = X1 + X2 + … Xn
onde:X = impedância final
X1 = X2 = Xn = impedância nominal de cada alto-falante envolvido na ligação.

Dominando os assuntos acima você, instalador, pode diagnosticar defeitos e ir muito mais além: Criar sistemas como instalações de faróis auxiliares utilizando relés, fazer cálculos de consumos de equipamentos para poder equilibrar o sistema, sabendo agora como calcular a potência de uma bateria, e uma infinidade de serviços que um bom instalador com conhecimento técnico pode ofertar para o nosso mercado.

Serginho-e-Bila

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